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Vereadores e população cobram melhorias nos serviços da Copasa

por Assessoria de Comunicação publicado 08/05/2018 16h40, última modificação 08/05/2018 16h46
A Câmara realizou, no final de abril, audiência pública com a Companhia de Saneamento de Minas Gerais – Copasa, para prestar informações sobre a qualidade da água que está sendo distribuída para a população matiense, as constantes falhas no fornecimento da água em toda a cidade e sobre a conclusão das obras de ligação de água do bairro Vila Esperança.

Com a participação de todos os vereadores e conduzida pelo presidente da Câmara Carlos Alberto de Almeida, que fez o pedido para inclusão da discussão da situação do bairro Industrial / Salvaterra 2, próximo ao Park Sul e que passa por situação semelhante à da Vila Esperança, a sessão contou com a presença do gerente regional da concessionária, Alexandre José Grego,  do engenheiro de operação  Edson Afonso Azzi, do encarregado de sistema no município Eduardo Machado Coutinho e da representante do Procon Câmara Alice Casádio.

A audiência pública foi solicitada pelos vereadores Marcos Martins, João Fernando de Assis Cipriani, Otávio Júlio Gonçalves Filho e José Carlos de Souza Paschoa, através do Requerimento nº14/17.

Conforme solicitação da Copasa, que alega como um dos fatores decorrentes para a interrupção no fornecimento de água a falta de energia elétrica, a Cemig foi convidada para participar da audiência, mas não enviou representantes. A concessionária de energia elétrica informou que houve pouco tempo para preparação de informações técnicas para responder os questionamentos e se colocou á disposição para posterior reunião administrativa entre Cemig, Copasa e vereadores.

A audiência ilustrou claramente os problemas enfrentados pelos consumidores, principalmente quanto à qualidade e a falta de água na cidade, e deixou claro o descontentamento da população matiense com os serviços prestados.

TORNEIRAS SECAS – Segundo o gerente regional Alexandre Grego, a falta de água não acontece por falta de investimentos da empresa. Ele explicou que Matias Barbosa tem uma capacidade instalada acima da demanda, o que ocorre são fatores inerentes e que trazem a interrupção no fornecimento, “sendo um deles a falta de energia elétrica nas unidades de captação e tratamento”.

Grego explicou que, como o sistema trabalha sobre pressão, ainda está susceptível a ruptura por pressão, além de escavação, intervenções para ligações de esgoto e rompimentos de rede, que também podem gerar interrupção no fornecimento de água.

O vereador Marcos Martins, referindo-se à falta de abastecimento no início de março, que deixou parte da população sem água por mais de 48h, quis constatar se o problema aconteceu de fato por falta de energia para que seja cobrado da Cemig.

“A Copasa está preparada para atender Matias Barbosa?”, questionou o presidente da Câmara Carlos Alberto de Almeida que acredita que os problemas no abastecimento servem de escudo. “A Copasa vai ficar eternamente dependente de outra concessionária”, completou enfatizando a necessidade da Copasa investir em geradores para sanar o problema, solução também destacada pela cidadã Luiza Helena Espanhol.

Lembrando o episódio em que Cedofeita ficou sem o fornecimento de água por cerca de quatro dias, o presidente Carlos Alberto de Almeida questionou como os moradores do bairro “fazem com o dano moral” e comentou que a Copasa deveria ter como alternativa o caminhão-pipa. “Nós pagamos pela água, pelo sistema. Não tem nada de graça”, argumenta.

“Nesses casos de dano moral pela falta de água, indenização por água barrenta e nos casos de danos de filtros e outros equipamentos, a quem recorrer?”, completou o presidente.

Grego informou que tudo aquilo que é danificado por uma ação direta ou indireta, tendo uma correlação com a prestação do serviço da, a Copasa tem reparado os prejuízos. “Se tiver que trocar uma vela do filtro ou pagar pela manutenção de limpeza do filtro só nos procurar e apresentar os orçamentos. Comprovadamente, sendo uma ação decorrente de uma má prestação de serviço, a Copasa nunca deixou de honrar seus compromissos”. Ele orienta que o cidadão procure a gerência local que orientará sobre o procedimento necessário para concluir a indenização.

Os moradores também rebateram as explicações com indignação e descontentamento.

“Qual a punição que a Copasa recebe? Se eu deixo de pagar a conta, a Copasa não quer nem saber e me cobra multa, mesmo se tiver faltado água”, reclamou Edilson Freitas.

Bárbara Feliciano, moradora do bairro Maria Célia, reclamou da falta de água recorrente no bairro e também no Park Sul, onde trabalha. Ela relatou as dificuldades que enfrenta toda semana em razão das interrupções no fornecimento de água.

Grego pediu ao encarregado de sistemas Eduardo, uma análise específica no bairro. “Planos de ação e medidas corretivas serão avaliados”, afirmou.

Em resposta a secretária da Mesa Diretora da Câmara Priscila Fernanda Nery de Souza Rocha que questionou porque a falta de água geralmente acontece sempre nos mesmos bairros, Alexandre Grego explicou que a distribuição de água é setorial.

Já o vereador Otávio Júlio Gonçalves Filho comentou que geralmente a interrupção acontece na parte mais alta da cidade e na madrugada, criticou os aumentos mais recentes na tarifa e pediu que os avisos de interrupção no fornecimento de água sejam por veículo de som.

ÁGUA SUJA – Como é frequente o cidadão abrir a torneira e encontrar água barrenta ou turva, o vereador Joaquim Benedito de Almeida questionou se não seria necessária a substituição da rede em lugares onde é reincidente o problema da água suja. 

Grego explicou que a “água suja” ocorre em função do sistema de descarga utilizado para lavar a rede e orientou que, nesses casos, o consumidor que se sentir lesado também deve procurar a gerência local Copasa para solicitar desconto na conta ou redução da tarifa pela quantidade de água descartada.

Alexandre afirmou ainda que é feito o monitoramento de vazamento ou entupimento da rede e que a manutenção é feita diariamente.  Para ele, a substituição traria mais transtornos, mas pediu análise.

ATENDIMENTO 115 – Outro problema trazido pelos cidadãos foi o atendimento prestado pelo número 115, que é uma modalidade call center. Cidadãos que participaram da audiência reclamam que é frequente não conseguirem informações atualizadas sobre a falta de água nos contatos via telefone, nem a solução de seus problemas pelos atendentes.

Rosineide Christovão Lima que esteve na audiência pública realizada há mais de dois anos para discutir a prestação dos serviços pela Copasa reclamou que até hoje os problemas continuam, inclusive com o 115.

O gerente regional Alexandre Grego identificou falha operacional da Copasa, principalmente na atualização ágil e precisa das informações, mas prometeu corrigir o processo junto à gerência local.

VILA ESPERANÇA – COTEGIPE – BAIRRO INDUSTRIAL

Sobre as obras da Vila Esperança, que previsão para o início do abastecimento de água no ano passado, Grego informou que a parte de infraestrutura está concluída e está dependendo de intervenção da Cemig. “Precisa trocar o transformador. A carga elétrica não é o suficiente”, avalia.

Questionado pelo vice-presidente João Fernando de Assis Cipriani sobre a demora na conclusão, Alexandre falou de embaraços de normatização com a Cemig.

Sobre a extensão do abastecimento para Cotegipe, Grego disse ser necessária a realização de um estudo técnico e detalhado de viabilidade.

Ana Maria Bastos de Castro Dodi, moradora do Bairro Industrial, relatou o problema dos moradores da localidade que passam por frequente escassez de água. Para a região, o gerente regional informou que não foi demandada a analise técnica para que a Copasa assuma o local.

Ao final da audiência, o presidente da Câmara Carlos Alberto de Almeida pediu o agendamento de uma visita de representantes da Copasa ao bairro e que a empresa informe melhor os cidadãos sobre os ressarcimentos, elaborando material informativo para que a população saiba exatamente como proceder para conseguir a indenização, além de determinar o envio de cópia da ata da audiência para o Ministério Público, ao PROCON/Câmara, á ARSAE (Agencia Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgoto Sanitário do Estado de Minas Gerais), bem como às instituições presentes e à imprensa.

 

 

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